Inspiração

Você não precisa estar feliz o tempo todo

outubro 31, 2017

Antes do texto de hoje, quero ressaltar que não estou falando sobre depressão aqui, estou falando sobre “se sentir triste”. Caso você esteja com sintomas de depressão, é importante procurar pela ajuda de um médico.

São os primeiros dez minutos do dia 31 de outubro. Em 24 horas será meu aniversário e fazia tempos que não me sentia tão desanimada para comemorar algo, como agora.

Perdi minha cachorra recentemente, meu corpo não está do jeito que gostaria que ele estivesse, sinto falta de me exercitar mas também não consigo simplesmente colocar meus tênis e ir correr, tenho sentido falta da terapia, tenho demorado mais tempo do que o desejável para revisar meu livro e a insônia tem sido minha companheira de todas as noites.

Está tudo bem com o trabalho. Mas, ao mesmo tempo, na última vez em que minha terapeuta pediu para que me descrevesse sem falar de trabalho, meu cérebro quase virou um pudim. E confesso que isso me incomoda e me assusta um pouco. Quando foi que eu virei o meu trabalho?

Acontece que, pela primeira vez em tempos, o meu desconforto não se dá por causa de fatores externos e essa é uma sensação relativamente nova. Já sofri por problemas no trabalho, problemas no relacionamento, problemas na faculdade, problemas com dinheiro e até mesmo problemas dos outros.

Quando você está insatisfeito com o trabalho, pode pedir demissão.

Quando você está com problemas no relacionamento, pode terminar.

Quando o problema é dos outros, você pode simplesmente ignorar tudo.

E quando o problema é “aqui dentro”? Não tem como fugir de você mesmo. Na verdade, eu já tentei “fugir de mim” muitas vezes, mas isso só resultou em: transtornos alimentares e consumo excessivo de álcool. E nada disso ajudou, pelo contrário…

E é assim que tenho aprendido que às vezes é bom se deixar sentir o que quer que esteja aqui dentro para se sentir. Você não precisa estar bem o tempo todo, você não precisa se mostrar bem o tempo todo.

Você não precisa fingir nada, não precisa mascarar suas emoções. Você pode colocar um filme triste para assistir, se enrolar no cobertor, e até pedir uma festa de aniversário mais reservada. Você não precisa sorrir se não está a fim.

Se deixe simplesmente não estar tão feliz assim. Você pode se dar um dia ou dois. E não se esqueça de que vai passar. E, quando passar, você vai BOTAR PRA QUEBRAR! (Pelo menos é isso o que estou planejando fazer assim que a bad deixar esse corpinho)

Da mesma forma como os momentos felizes passam, os não tão felizes também passam. E os tristes, e os momentos meio “meh…” também.

Tudo passa e você é só um ser humano.

Então, se deixe ser quem você é, se deixe sentir o que você tem para sentir. Não há nada de errado nisso.

Inspiração

“Você não vai morrer disso” (ou “Como estou aprendendo a lidar com o medo da frustração”)

julho 7, 2017

Todas as ilustrações desse post são da artista Elliana Esquivel. Para conhecer mais sobre seu trabalho, clique aqui.

Não me lembro exatamente quando foi que eu comecei a me preocupar com o que as pessoas pensavam de mim, mas sei que esse sentimento me acompanhou em diversas fases da minha vida, principalmente na infância e na vida adulta. Às vezes, me pego pensando em como tenho saudade da minha personalidade na adolescência, aquela fase em que eu simplesmente conseguia me expressar sem sentir medo algum do que os outros iam pensar.

Acho que quando a gente sai da escola e segue pra vida adulta de verdade o baque dessa transição é muito forte. Seus amigos de sempre não estão mais por perto todas as manhãs e você precisa encontrar a sua nova “turma” na faculdade, no trabalho…

Mas o que expressão e frustração tem a ver? Bom, a partir do momento em que você não tem o controle de algo, as chances de se frustrar aumentam. E você não consegue controlar o que as pessoas vão sentir com relação à forma como você se expressa.

E, quando uma situação foge do nosso controle, a única coisa que nos resta é controlar a forma como lidamos com aquilo. É como nós reagimos às condições climáticas, por exemplo. Se você precisa sair de casa e está chovendo, você pode escolher pegar um guarda-chuva. Ou você pode simplesmente não sair. Mas aí a questão é: Se você deixar de sair de casa porque não pode controlar o clima, então você nunca vai sair de casa.

Comecei a fazer terapia tem alguns meses e cheguei em um momento em que o assunto desse texto é o assunto que minha terapeuta e eu estamos discutindo. Eu escrevi um livro que só precisa ser revisado para que eu possa publicá-lo. E eu simplesmente estou há dois meses adiando essa revisão. O motivo pelo qual eu faço isso nunca foi claro, mas na sessão de terapia dessa semana me dei conta de que isso se dá porque, a partir do momento em que esse livro for publicado, eu simplesmente não tenho o controle do que as pessoas vão achar dele. E, mais uma vez, as chances de ficar frustrada aumentam.

Acontece que toda situação tem dois lados, duas chances. Da mesma forma como existe a possibilidade de ninguém ler o livro ou ninguém gostar da minha história, também existe a possibilidade de eu obter uma resposta positiva. E a única forma de saber isso é publicando o tal livro. A única forma de saber isso é saindo de casa.

E se a resposta for negativa?

Se a resposta for negativa, eu não vou morrer disso. Eu vou partir pra próxima e vai passar.

Da mesma forma que ninguém morre de amor, ninguém morre por se sentir frustrado. Nenhum grupo de pessoas vai sair atrás de você com tochas em chamas porque você foi verdadeiro com a sua personalidade ou porque você simplesmente expressou sua criatividade (desde que não seja algo maldoso ou ofensivo, claro, hahaha). Porque a vida é assim. Ela é uma sucessão de erros, acertos e, principalmente, acasos… Que nos ensinam lições importantes e simplesmente passam, para então dar lugar a novas experiências.

Então, se você precisa de um empurrãozinho pra se mostrar para o mundo do jeito que você é, simplesmente coloque sua cara no mundo.

Vai curtir o tipo de música que você gosta. Sai pra rebolar a bunda até o chão. Leia os livros que você gosta de ler e assista aos filmes que você gosta de assistir. Você não precisa ler Bukowski e tudo bem se você gosta daquelas comédias românticas bem clichês ou se você a-do-ra a filmografia do Adam Sandler. Ria alto e fale “não” quando você quer falar “não”. Vai usar a roupa que te faz bem e passa aquele batom que você gosta. Ou não passa nenhum batom. Enfim, faz o que quiser. Faz o que te faz feliz e eu tenho certeza de que viver assim vai ser mais gostoso do que viver tentando agradar todo mundo.

Sai de casa. Você não vai morrer disso.

Beleza

Linha Home Spa da Farmacity

julho 4, 2017

Acredito que já tenha falado aqui algumas vezes, mas sempre vale repetir: eu amo farmácias! Gosto muito de passear pelas prateleiras descobrindo novos produtos, principalmente fora do país. Quem já foi pra Buenos Aires sabe bem que existe uma Farmacity em, praticamente, cada esquina, mas os produtos de lá são beeem parecidos com os daqui e passear por uma farmácia em terras portenhas não é tão legal quanto fazer isso em lugares como os EUA, por exemplo, mas isso não quer dizer que não dê pra encontrar coisas legais nas prateleiras! Recentemente, estive na cidade e foi uma grata surpresa conhecer uma linha da própria Farmacity que é a coisa mais fofa!

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Entretenimento

Minhas Marias voltaram ❤

maio 30, 2017

Existem duas coisas que eu amo muito nessa vida: séries e meu trabalho. E, quando essas coisas se juntam de forma bem feita, não tem como não amar ❤ Há algum tempo, um post patrocinado da Intimus apareceu na minha timeline do Facebook e, como trabalho com branded content (conteúdo produzido por marcas), fiquei logo interessada. O vídeo do post era um episódio de uma mini série produzida pela marca e, em menos de uma hora, assisti à temporada todinha e me apaixonei.

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Contos & Crônicas

Ser adulto é mesmo tão chato assim?

abril 12, 2017

O último episódio de Girls (HBO) vai ao ar no próximo domingo e, como essa é uma das minhas séries favoritas (apesar de não ter curtido a 5ª temporada), fiquei inspirada pra escrever um texto sobre um assunto que é pano de fundo para toda a trama de Girls: a vida adulta.

Se eu falar que não sinto falta da minha adolescência, é mentira. Foi uma época intensa, minha autoestima sempre estava lá no alto, eu pesava 20kg a menos do que peso hoje, tinha pouquíssimas responsabilidades e ainda dava pra tirar um cochilo à tarde sem culpa. Ao mesmo tempo, eu não via a hora de “ser adulta”: poderia entrar em todas as baladas, poderia beber sem ter que torcer para que o cara do bar pedisse minha identidade, eu teria um emprego que me pagaria mais de mil reais e estaria completamente feliz com isso.

Hoje, eu não sei quanto tempo faz que não piso numa balada, acho que beber fora de casa é caro demais e não sei como faria pra viver com um real a menos do que ganho.

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